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Diário de Recomeço

Um lugar onde despejo sentimentos, me inundo dos momentos, vislumbro sonhos, reconstruo realidades.

Delírios, derramamento de mim, palavras, pensamentos não ditos, sussurrados para ninguém ouvir.

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Desaguando

  • 10 de set. de 2024
  • 1 min de leitura



Leva-se tempo pra construir confiança e apenas uma escolha pra perdê-la.


De um, o olhar, o amor gravado em gestos, contemplado como sagrado e verdadeiro, puro, genuíno e elevado a um sonho realizado.


Do outro, uma despedida, o último toque, o último afago, contemplação de adeus, se impregnando da maciez da pele, do deslizar do tecido, do cheiro, das curvas, do calor… Pra nunca mais.


Onde mora a confiança em cada um? Em quê depositam a sinceridade?


Quando usá-la?


“A coragem é a virtude mais importante, porque sem ela você não pode praticar nenhuma outra virtude consistentemente” disse Angelou.


Enquanto um se embevecia de amor, o outro se derramava em adeus.


Mas, na profundidade de cada sentimento, ninguém ousou expressar nada do que sentia.


Apenas sentidos. Sem coragem.


E fim.


10.09.2024

 
 
  • 10 de set. de 2024
  • 1 min de leitura



Oito anos, 5 meses e um dia durou a época mais feliz e importante da minha vida até agora.


Sem aviso, acabou.


Como pode o vazio comprimir? Como pode ter espaço para o nada num corpo cheio?

Cheio de amor abandonado, de entrega e fluídos que circulam mesmo eu perdendo a direção.


Como algo não físico machuca tanto? Com que direito se nega a ser físico pra que eu possa arrancá-lo das minhas entranhas?


Quem me responde? A vida? Deus? O Universo?


Varro o meu corpo e só sinto vibração. Nenhuma outra sensação.


Abro os olhos e volto a sentir o que dilacera.


Anicca.


Até quando vou repetir pra não olhar pra trás?


09.09.2024

 
 

Quem escreve?

Vanessa, um rio que

só quer ser o que é

Escrevo quando não cabe mais em mim; escrevo o que não posso calar, mas ninguém jamais entenderia. Uma libriana com asas e um tum tum que cisma em bater por amar. Sou um rio que desagua em um mar tranquilamente imprevisível, mas que só quer ser rio, doce e perene. Quer paz.

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© 2024 by Vanessa Melo. Todos os direitos reservados

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