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Diário de Recomeço

Um lugar onde despejo sentimentos, me inundo dos momentos, vislumbro sonhos, reconstruo realidades.

Delírios, derramamento de mim, palavras, pensamentos não ditos, sussurrados para ninguém ouvir.

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Desaguando

  • 9 de dez. de 2024
  • 1 min de leitura


Queria entrar pelos teus poros como o veneno de uma água viva

Queria que o meu amor fosse como os seus tentáculos que te marcam a pele, sem te ferir

Seriam marcas internas eternas, como uma tatuagem em alto relevo na tua epiderme

Eu circularia tuas veias inundando teus órgãos com o calor do meu desejo

Faria teu abdômen formigar ao me vislumbrar em ti

Teu coração me enviaria ao teu cérebro, onde eu me espalharia pelos teus neurônios criando conexões permanentes na impermanência de suas vidas

Eu me tornaria necessária ao teu organismo e me multiplicaria na forma de uma nova célula 

E eu seria tua, estaria em ti, contigo dançando uma sinfonia eterna, pulsante, quente, ardente e reconfortante 

Eu seria vital como a água que torna viva toda forma de vida, por onde passa

E nos momentos de desalento e tristeza, te abraçaria por dentro, aquecendo teu corpo e acalentando teus pensamentos, teu peito, teu hálito

E eu estaria viva dentro de ti até que a vida se apagasse e, assim, continuaríamos um só em qualquer dimensão

E assim, eu e você, um para o outro, seríamos imortais.


Vanessa

06:34 am - 09/11/2024

 
 
  • 8 de dez. de 2024
  • 1 min de leitura


Hoy abracé un árbol, buscando conexión

Sentí el viento frío acariciar mi rostro, pero no me molestó

La corteza rozó mi piel, áspera, pero llena de vida

Con mi piele cubierta y las manos libres, palpé su cuerpo nudoso y rajado

Miré hacia arriba.

Luz dorada, un cielo azul, hojas verde vida

Pero al cerrar los ojos, todo es blanco y negro

Y amo el blanco y negro, porque las fotos más hermosas nacen ahí

Hoy son retratos de mis miradas, mi forma de ver el mundo

Hay belleza en todo… en el dolor… en la falta que me haces

Extraño tu cielo azul, esa luz que iluminaba mis caminos

Extraño el calor dorado que encendía tu piel, volviéndola roja, viva

Extraño tus peculiaridades y certezas, incluso cuando parecían faltar

Extraño tus días en blanco y negro, porque aun así tenían más colores que los míos ahora

Extraño tu silencio, no este que duele, sino aquel que me acunaba en tu pecho desnudo, con tu respiración y el latir de tu corazón

Extraño tus calidades y defectos Extraño a ti por completo

E extraño a mi cuando estoy contigo

Al árbol le pedí reconexión: conmigo, con la tierra, con la madre

Que vuelva a brillar, que esa luz lleve calor, que se pose en tus poros y renazca en tu mirada cuando despiertes a mi lado, iluminando de nuevo mi camino

Hoy vivo entre dos mundos: uno donde no estás y otro donde no puedo estar con vos..

Y en todos, estás conmigo... Siempre.


07.11.2024



 
 
  • 27 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura



Não existem palavras, em nenhum idioma, fortes ou expressivas o suficiente pra descrever o meu amor por você, mas posso dizer com o que eu te amo.

Com minha alma, porque sinto que sem você sou um corpo vazio... flesh and blood.

Com minhas células que só respondem ao teu toque, e hoje se desintegram. As que restam, sem cor, são puramente coisas aleatórias circulando pelo meu corpo.

Com o oxigênio que circula pelo meu organismo, que percorre todos os órgãos e me permite continuar te amando, porque sei que não acabou, por isso ainda respiro.

Com todos os meus pensamentos, os bons, quando penso em nós, e os maus, os que te distanciam ainda mais de mim.

Com o desejo assassino que percorre o meu corpo, dilacerando minha carne que anseia pelo toque absurdo das tuas mãos, esse toque que me alucina como se penetrasse os poros da minha pele em carne viva e circulasse minha corrente sanguínea como fogo.


Como anseio teu toque... Não há palavras pra isso idem.


Te amo quando miro teu olhar doce, bondoso, paciente e carinhoso... Hoje numa imagem.

Amo recordar meu nome saindo pelos teus lábios. É como um beija-flor que toca a flor e suga a pureza doce da vida que só assim faz sentido.


Sentido. Como encontrar agora?


Tudo é cinza. Virei cinzas quando você "se foi".

Sou um amontoado de pó que o vento leva pra qualquer lado.

Uma partícula perdida num mundo cinzento, cheio de beleza, não posso negar, mas sem cor.

Sem cor como um dia nublado e extremamente frio.

Como a água gelada e escura do mar que nada reflete porque tudo o que espelha é a escuridão de um céu com nuvens carregadas de um cinza agourento que espreita meu caminhar perdido.

Um mar sem ondas que sopra um vento gelado e cortante, transformando tudo em tristeza e solidão.


Olhando ao redor percebo que minha coberta é cinza, a mochila, o pijama, o casaco.

O cinza me veste e me cobre.


Me sinto sozinha e, na maioria das vezes, sinto que minha luz apagou, que estou no escuro com alguns seres tateando, querendo me encontrar - aquela que fui-, insistindo que eu tenho que ser algo que já não sou;

Que eu devo sentir algo que não consigo;

Que eu devo pensar desse ou daquele jeito, porque não posso fazer isso ou aquilo comigo.

Falam de amor próprio como se fosse uma xícara de café que você toma e automaticamente aquece teu corpo, fazendo o frio interno passar.

Mas o frio que sinto nem as cobertas cinzas e grossas vencem, nem uma lareira já cheia de cinzas pôde aquecer.


O frio é ósseo, sem cor. Um vapor que percorre minha espinha, acinzentando tudo por onde passa.


Vejo a vida em cinza, vejo o sol anêmico, vejo o céu pálido.


Quando você se foi, levou toda a cor.


Eu sou isso: só, mono... Cromática.

 
 

Quem escreve?

Vanessa, um rio que

só quer ser o que é

Escrevo quando não cabe mais em mim; escrevo o que não posso calar, mas ninguém jamais entenderia. Uma libriana com asas e um tum tum que cisma em bater por amar. Sou um rio que desagua em um mar tranquilamente imprevisível, mas que só quer ser rio, doce e perene. Quer paz.

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