top of page

Diário de Recomeço

Um lugar onde despejo sentimentos, me inundo dos momentos, vislumbro sonhos, reconstruo realidades.

Delírios, derramamento de mim, palavras, pensamentos não ditos, sussurrados para ninguém ouvir.

All My Stories

Desaguando

  • 9 de out. de 2024
  • 2 min de leitura



É quando amanhece que mais dói, quando a dor parece a do primeiro dia e o vazio me engole.

Mais um dia com a certeza de que acabou e, não importa o tamanho do meu amor, ele não vale mais nada.


Não quero duvidar do que você sente, não quero duvidar das razões; não quero duvidar que foi difícil, mas é mais fácil falar.

Não quero lembrar com dor dos momentos bons, mas começou a acontecer. E dói.

Não quero acreditar que você vai buscar em outra pessoa uma forma de me apagar.

Não quero acreditar que você vai olhar pra trás e achar só lamento e tristeza.

Mas é mais fácil falar.


Quero e preciso desatar a dor do sofrimento. Preciso lembrar que nunca estiveram atados e, no desespero, não posso esquecer disso.

Preciso seguir e tem alguma coisa, dentro de mim, segurando meus passos.


Tenho que lembrar que você foi embora, você escolheu não estar aqui.

Você não quer. É isso.


Você seguiu e eu fiquei. Esse é o sentimento.


E vou alimentar o fato de você não lamentar, de você não olhar pra trás e sentir falta.

Vou alimentar porque sei que, em pouco tempo, isso vai se concretizar.

Se ainda existe algo, você vai matar… E eu sinto que se eu esperar, eu vou morrer por dentro.


Não quero mais sentir dor. Toma todo o meu corpo, meus sentidos.

E não importa o quanto eu ainda valorize os momentos, você os abandonou também.

Pra você é só uma história que passou e você quer e vai esquecer.


Não posso ficar aqui e não sei onde nem como, mas tenho que encontrar forças pra andar sozinha.

É mais fácil falar que fazer.


Então eu vou embora também. Vou embora desse lugar que eu chamei de nosso, desse lugar que eu chamei de lar; esse sentimento que construímos e que não é mais presente nem futuro.


Eu vou embora de nós, porque eu tô sozinha aqui, no nós que fomos um dia, no nós que eu ainda teimo em me agarrar, o nós que você abandonou.


“Dizem que se você ama alguém

Então você deve dar-lhe a liberdade

Mas eu preferia estar atado a você

A viver nessa dor e miséria”.


A questão é que somente eu quero estar.

Então que o tempo cure e leve tudo o que não é pra ficar.


A dor, a decepção e o amor.


Essa música é um espelho que reflete nós dois.


09/10/24

 
 
  • 19 de set. de 2024
  • 2 min de leitura



Ser fraco não é estar frágil ou vulnerável. Ser fraco é desistir.


Quando as coisas exigiram mais força e resiliência, você abandonou.


A música

Nós dois


Relações positivas com desafios e dificuldades, mas cheias de significado e conexão.


Existem sentimentos que tentam tomar algum espaço dentro de mim, mas uma voz me diz que isso é apenas uma estratégia cerebral pra me tirar do sofrimento.


Essa voz me diz: quero sentir raiva, eu sinto raiva; quero duvidar do amor dele, eu duvido do amor dele; ele mentiu quando disse que me amava, ele não me ama, porque se me amasse, estaria aqui. Ele tem outra pessoa, ele me traiu ou foi desleal.


E sentir que estou chegando nesse estágio de alimentar coisas pra encobrir a tristeza e o abandono, a rejeição e sua falta de querer, me magoa, me machuca. Me machuca porque sei que são sentimentos de defesa, não são reais… Ainda.


Sinto que se alimentar isso dentro de mim, além de me amargurar, vou matar qualquer lembrança boa de nós dois. Eu já conheço esse caminho, já o fiz inúmeras vezes e tive motivos justos.


Agora, por enquanto, não tenho.


Não quero saber nunca, jamais, que você está com outra pessoa.


Prefiro pensar que pra mim você morreu. Prefiro nunca mais ver você, saber da sua existência, não ter notícias suas, nem boas nem ruins.


Prefiro apagar você da minha memória. Uma mente sem lembranças dói menos que sentir esse nível de abandono, de ouvir “você não era pra mim”.


Você não soube se expressar, se colocar e se defender, dialogar sobre o que você tinha dentro. Sempre implodiu, se perdeu dentro do vendaval que você mesmo plantou dentro de si. Depois joga toda a tempestade no relacionamento, abandona o que sempre te ajudou a seguir, se reerguer, ou o mais próximo disso.


Se erguer é uma escolha, somente sua, que por mais que eu tentasse ajudar, você tinha que usar as pernas pra levantar, não podia carregar você, mas sempre estive aqui pra te dar apoio e força.


Nessa hora mais escura, onde apoio e amor são fundamentais, você cospe em mim, sou eu o peso emocional que você não pode carregar. São os meus defeitos a pior coisa, o peso mais pesado que agora você tem a chance de se livrar, como se só existissem essas características sobre mim pra levar em consideração. Nesse momento em que você está fragilizado, decidiu ser fraco e desistir de ter amor, de ter alguém, de ter uma amiga, companheira e parceira. Ser fraco é isso.


Então vai.


Queria poder dizer mais e te afastar mais e mais e mais de mim. Queria poder dizer que nunca mais quero olhar na sua cara. Que quero esquecer você e todas as coisas que eu acreditei serem verdadeiras, mas foi só abandono.


Foi isso que você fez: tudo foi só emocional descontrolado.


“Ela é muito isso, não aguento”.


Queria querer sentir ódio de você. Queria querer arrancar você da minha vida. Queria querer apagar você da minha memória... Assim como queria querer não te amar.


Quero não sentir nada do que sinto por você por mais ninguém. Nunca mais.


19/09/2024

 
 
  • 15 de set. de 2024
  • 1 min de leitura


Ainda existe sentido amar… Só não vejo quem senão você.


Você está em tudo

No seu lado de qualquer cama

Na penumbra do quarto

Nas cordas de qualquer violão 

Na minha pele 

Na camisola

No lençol 

No sono

Na insônia

Nas teclas

Nas palavras

No frio do ar

Na meia que aquece

No crepúsculo

Na primeira luz da manhã

Na mesa de jantar 

No sofá 

Na água quente 

E na fria

Nas viagens

No retorno

No mar

No rio

Na mata


Em toda música que fala de um amor verdadeiro, sincero e profundo, ouço nós dois 


Recordações 


Da boca

Do riso 

Do sorriso

Do beijo

Do cheiro

Da cor

Da pele

Do toque

Das mãos

Do abraço

Do cangote

Do tom

Da voz

Do andar

Do chegar

Do olhar

Do silêncio 

Da carícia 

Dos dedos

Dos gemidos

Do arfar

Do amar

Do suor

Do calor

Do prazer

De ser

Só você e eu 


Você não foi embora

Continua aqui, dentro de mim

Dono de tudo o que construímos no universo de mim

Impregna meus sentidos

Me obriga a seguir arrastando meu corpo por ruas vazias de sentido


E volto ao início


Só tem sentido amar você


11.09.2024

 
 

Quem escreve?

Vanessa, um rio que

só quer ser o que é

Escrevo quando não cabe mais em mim; escrevo o que não posso calar, mas ninguém jamais entenderia. Uma libriana com asas e um tum tum que cisma em bater por amar. Sou um rio que desagua em um mar tranquilamente imprevisível, mas que só quer ser rio, doce e perene. Quer paz.

b2a5bb11-034f-4dc3-94e4-fceab348efa6.jpg

© 2024 by Vanessa Melo. Todos os direitos reservados

bottom of page